"Você disse “Oi”, eu respondi. Você não tinha mais cigarros, eu ofereci. Você queria andar, corremos. Você queria beijar, eu também. Você tinha medo, eu não. Você tinha algo, eu não tinha ninguém. Você me beijou. Eu queria beijar, você não sabia mais. Eu queria correr, você fugiu. Eu tinha você, você não queria nada. Eu disse “Oi”, você disse “Adeus”. Eu tenho tantos cigarros, você nem fuma mais. Queria que você ligasse, você não ligou. Queria que você falasse, você se calou. Queria que o tempo passasse, você voou."

Esteban.   (via sou-inseguro)
"Escancaro as venezianas a fim de deixar que a luz entre. E que clarifique um pouco a penumbra de tem se seguido infiltrada nos meus dias mórbidos, sem refúgio. Acendo todas as luzes nas esquinas de minha alma, para que toda a escuridão seja expulsa de minhas curvas expostas. Algo em mim tem se tornado sombrio e melancólico. Algo em mim vem roubando a vontade de seguir em frente. A pele que se lança sobre a minha carne não reconhece o corpo em que habita. As pálpebras que sobre meus olhos adormecem não reconhecem a morbidez intrínseca de minhas pupilas. A alma que se projeta em meu ser está absurda em trevas, detida na penumbra de um facho de luz sem fim de solidão. Há alguém nessa galáxia que compreenda quão frágil é perder-se de si mesmo e não querer voltar? Isso me tornaria humano ou uma merda (ou quis dizer mera?) projeção daquilo que a humanidade há séculos tenta ser? Não sei bem como definir os espasmos psicóticos que acontecem em minha estrutura débil. Fragilizada. Encontro-me sem porto, ou cais. Sem horizonte no qual firmar esperanças nutridas na tênue linha que me sustenta a paz. Minhas mãos estão incapazes de agarrar qualquer superfície que prometa a salvação. Meus olhos letárgicos encontram-se completamente desfocalizados à procura de uma luz, algo que ilumine a escuridão arraigada em minhas palavras. Dogmas e mantras que repetem-se de forma clara em minha mente, agora, não fazem a mínima diferença. Sou o maremoto causticante presente na angústia de seu caos, querido. Ditados não se apoderam de minhas verdades. Pois estou acorrentada a sina de ser a balbúrdia proposta em seus atos."

Éden Victor e Luisa Kehl. (via reclusivo)
"Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim. Eu sei e você sabe, que a distância não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste. Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer, que todos os caminhos me encaminham pra você. Assim como o oceano só é belo com luar, assim como a canção só tem razão se se cantar. Assim como uma nuvem só acontece se chover, assim como o poeta só é grande se sofrer. Assim como viver sem ter amor não é viver, não há você sem mim, eu não existo sem você."

Vinicius de Moraes.   (via sonhos-sem-fim)
"Eu queria tanto, mas a gente nunca sabe se vai durar uma noite ou uma vida toda."

Gabito Nunes.   (via procenio)
"A noite - enorme,
tudo dorme,
menos teu nome."

Leminski. (via manifestador)
"Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”. Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar."

PC Siqueira. (via unfearl)

eumechamoantonio:

A despedida dói tanto que o verbo partir só deveria ser conjugado se o sujeito voltar.

"Ela se chamava Alasca e comparando-a, as vezes, realmente era fria. Porém, o nome era totalmente irônico quando ela sorria e como se fosse o dia mais quente do ano, eu me derretia."

Essa é a Alasca. (via reinverbos)
"Quando chegava o fim do dia, eu sempre me convencia de que era melhor a gente não dar certo, do que a gente não dar em nada."

Thiara Macedo (sdpm)